Cultura Tecnológica

A vivência tecnológica como estímulo à cultura de dados abertos

A tecnologia é uma aliada imprescindível para o avanço da transparência, facilitando a obtenção, o acesso e o armazenamento de dados, além de ampliar o potencial do seu uso de forma aberta para criação de soluções governamentais e da sociedade.

Berço de importantes centros de inovação, Recife é atualmente um dos maiores polos tecnológicos do Brasil. A capital pernambucana tem um ecossistema de startups, uma agenda de hackatons, e após programa desenvolvido nas escolas municipais, até realiza campeonatos de robótica.

A lista de desafios que podem ser enfrentados com dados e tecnologia é extensa e inclui áreas como transporte, habitação e manutenção de espaços públicos até geração de empregos, segurança pública e gestão ambiental. Tais abordagens também permitem que cidadãos fiscalizem e contribuam com a melhoria da gestão dos recursos públicos. 

 

Dados abertos fazem parte da transformação digital dos governos nas cidades inteligentes, no entanto a disponibilização dos dados abertos também traz seus próprios desafios políticos: o fomento de um setor tecnológico local; a integração bem-sucedida de ativos de dados públicos de serviços ao cidadão; software de código aberto e fácil acesso e o amplo uso desses dados com impacto positivo no empreendedorismo digital, seja ele de caráter governamental ou cidadão, são alguns desses desafios.

Mas, claro, tudo isso só será possível como fruto de um ambiente que proporciona o estímulo ao aprendizado de conhecimentos voltados à tecnologia, como festivais importantes (a exemplos do Campus Party e REC’n’Play), além de instituições e grupos organizados da sociedade civil que viabilizam experiências constantes para desenvolvimento de negócios, criação de soluções e capacitação (várias delas voltadas para a inclusão de mulheres) – listamos algumas delas aqui. Diante desse cenário, destacamos também que a abertura de dados públicos teria um papel impulsionador relevante para um impacto econômico e de modernização pública únicos no país.

Idealizado pelo Softex Recife, o projeto Memória do Futuro reúne pessoas que atuaram nas bases da tecnologia da informação de Pernambuco no período pré-Porto Digital.  As conversas, registradas em textos, fotos e vídeos trazem fatos, opiniões e causos de quem abriu caminhos para a relevância do Estado como polo tecnológico no Brasil e no mundo. São abordados temas como empreendedorismo, inovação e pioneirismo, por meio de histórias como as da Elógica, Banorte, CESAR, Porto Digital e Softex, além da trajetória empresarial e pessoal dos entrevistados.

□ Pioneirismo em Abertura de Dados

Em julho de 2013, a Prefeitura do Recife firmou um convênio de cooperação técnica com a Universidade Federal de Pernambuco, o Porto Digital e Centro de Estudos de Sistemas Avançados do Recife (CESAR) para realização do concurso Soluções Inteligentes para a Cidade do Recife. O ato marcou o início da abertura de dados da PCR, que começaram a ser disponibilizados desde então. A prefeitura do Recife então, estimulou o uso dessas bases através de uma maratona especial, o hackaton Hacker Cidadão, iniciado no mesmo ano, na Campus Party, para que os cidadãos se apropriassem desses dados e criassem soluções inovadoras. O resultado são soluções criadas do cidadão para o Cidadão.

□ Festivais

| Campus Party Recife (2012-2017)

A Campus Party Recife, evento de empreendedorismo e tecnologia, foi cancelada em 2017 após cinco anos de realização ininterruptos – período no qual a capital pernambucana entrou para o círculo internacional da feira, nascida na Espanha e que aconteceu em diversos países como Singapura, Índia, Itália, Inglaterra, EUA, México e Argentina. Durante sua realização, chegou a reunir 4 mil participantes no Centro de Convenções (Cecon), em Olinda, em 2015.

| Festival REC’n’Play (2017 – )

REC’n’Play é uma realização do Porto Digital e da agência de comunicação Ampla e tem a prefeitura como principal parceiro apoiador. Totalmente realizado no Bairro do Recife, o festival tem como foco três áreas: educação, empreendedorismo e negócios e propõe três trilhas temáticas: Tecnologia, Economia Criativa e Cidades Inteligentes. Além de uma curadoria local, responsável pela formação das atividades em diversas áreas, o festival ainda conta com representantes de países como França, Alemanha, Inglaterra e Estados Unidos, indicados em parceria com os respectivos consulados.

Saiba mais sobre o modelo do festival aqui e aqui.

Em 2019, 35 mil pessoas se inscreveram nas mais de 500 atividades gratuitas, entre seminários, hackatons, debates, shows, oficinas, palestras e muita discussão sobre tecnologia, cidades, empreendedorismo e economia criativa.

| Gov in Play (2018 – )

Gov In Play é um encontro dentro do Festival para discutir a inovação no setor público e entender os atuais caminhos que estão sendo traçados, os desafios e a construção de políticas de inovação aberta na busca pela excelência na entrega de serviços digitais, na desburocratização, e na ampliação do alcance das políticas públicas. Organizado pela EMPREL (Empresa Municipal de Informática do Recife) e ATI (Agência Estadual de Tecnologia da Informação do Estado de Pernambuco) o evento teve sua segunda edição em 2019, conta com duas trilhas especiais de debates e foi pensado para funcionar de forma colaborativa, envolvendo vários órgãos públicos e iniciativas da sociedade civil.

| Startup Weekend Recife

O Startup Weekend é uma rede global de líderes e empreendedores de alto impacto em uma missão para inspirar, educar e capacitar indivíduos, equipes e comunidades: mais de 8.000 startups foram criadas nos eventos realizados em cerca de 100 países. O Startup Weekend Recife, sua versão local, foi iniciado em 2011, sendo um evento de imersão – uma experiência única, onde empreendedores e aspirantes à empreendedores podem descobrir se suas ideias de startups são viáveis. 

Basicamente, é um momento intensivo de trabalho em equipe que se destaca por reunir webdesigners, programadores, profissionais de marketing e de gestão para criarem startups em 54 horas. Saiba mais através da experiência de uma participante:

□ Movimentos e Instituições de Fomento

| Porto Digital e CESAR

Lançado há mais de 20 anos, o Porto Digital é um dos principais parques tecnológicos e ambientes de inovação do Brasil e é um dos representantes da nova economia do Estado de Pernambuco. Localizado no Recife, sua atuação se dá nos eixos de software e serviços de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e Economia Criativa (EC), com ênfase nos segmentos de games, cine-vídeo-animação, música, fotografia e design. Desde 2015 o Porto Digital também passou a atuar no setor de tecnologias urbanas como área estratégica.

O aspecto territorial de transformação urbana é inerente ao Porto Digital. Além do reconhecimento por sua atuação como indutor de negócios de base tecnológica, o Porto Digital também foi reconhecido por sua atuação na revitalização do patrimônio histórico, ao ganhar em 2017 a 30ª Edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade concedido pelo IPHAN.

Atualmente, o Porto Digital abriga 300 empresas, organizações de fomento e órgãos de Governo e cerca de 9.000 trabalhadores. Desde o final de 2014, o parque também opera na cidade de Caruaru (com o espaço "Armazém da Criatividade"), localizada no Agreste do estado. O Porto Digital foi considerado pela Associação Nacional de Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), em 2007, 2011 e 2015, o melhor parque tecnológico do Brasil.

Um conceito muito presente em todo o ecossistema pernambucano e que foi essencial para sua formação é a Tríplice Hélice, que consiste em uma ação coordenada entre governo, universidades e setor privado para o fomento tecnológico —com uma troca constante de talentos, conhecimento e soluções entre esses 3 pilares (conheça as decisões políticas que sustentaram a criação do Porto Digital aqui). 

O Porto Digital abriga importantes institutos de pesquisa. Apesar de não estar localizado fisicamente no território do Porto Digital, o Centro de Informática (CIn) da UFPE é o mais importante do parque tecnológico (e em 2015 o Porto Digital abriu um escritório avançado no CIn chamado de Pitch). Além do CIn, também se destacam o Instituto CESAR, o Centro de Pesquisa Automotiva do Grupo Fiat Chrysler Automobiles, o Innovation Center Recife da Accenture, o Instituto SENAI de Inovação para Tecnologias da Informação e Comunicação e o Smart Energy Lab, este último, uma colaboração entre a EDP e a Accenture.

Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife, também conhecido por seu acrônimo CESAR, é um centro de pesquisa e inovação sem fins lucrativos com sede na cidade do Recife, e filiais em Sorocaba, Curitiba e Manaus. Foi fundado em 1996 por três professores do Centro de Informática da UFPESilvio Meira, Fábio Silva e Ismar Kaufman, como forma de aproximar a academia do mercado. Além de atuar como centro de pesquisa e inovação, o CESAR criou um braço educacional, a CESAR School, oferecendo cursos de graduação, mestrados e doutorados profissionais. A ideia é fomentar a formação profissional para atender às demandas de mercado através de um projeto pedagógico e infraestruturas específicas. O mestrado profissional em Engenharia de Software da iniciativa completou 12 anos e já formou mais de 200 mestres, sendo considerado o melhor do País, com nota 4 da CAPES – Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior na categoria.

 

É uma instituição âncora do Porto Digital e também mantém uma incubadora de empresas (conheça outras do estado aqui), chamada CESAR.labs. O CESAR.labs é uma das aceleradoras parceiras do programa do governo federal Start-up Brasil, tendo acelerado através desse programa 12 empresas. A aceleradora abre chamadas anualmente, investindo até R$ 200 mil por startup - no total, já contribuiu para a criação de mais de 50 novas empresas.

| Inovação Aberta 

Foi com o pensamento voltado para conectar o ecossistema expandido de inovação e grandes clientes corporativos que o Porto Digital criou o Open Innovation Lab (OIL) - programa de inovação aberta que reúne ações que vão desde a sensibilização de colaboradores a investimento em desenvolvimento de soluções digitais. Batizada de Mplay, a iniciativa reuniu o ecossistema produtivo do Porto Digital e a equipe do Laboratório de Inovação MP Labs para discutir os 14 desafios definidos como prioritários pela Instituição.

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Para 2020, dois novos setores estabeleceram parceria com o Porto Digital e o processo de inovação aberta: o Porto de Suape e o Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros no Estado de Pernambuco (Urbana-PE). Este último, um acordo para a implantação de um Laboratório de Inovação Digital em Mobilidade Urbana, que será instalado no prédio do Portomídia. O projeto, que terá a duração de 24 meses, tem a missão de mapear desafios e oportunidades tecnológicas e a implementação de soluções inovadoras em mobilidade urbana, contemplando temas como segurança, informações e relacionamento com o usuário, eficiência operacional, bilhetagem e pagamentos, roteamento inteligente, telemetria, entre outros.

| CIn UFPE

O Centro de Informática da UFPE (CIn-UFPE) é um dos mais renomados centros do Brasil e da América Latina e formador de grande parte da mão-de-obra mais qualificada em Tecnologia da Informação (TI) do país. Instituição fundamental para o crescente mercado de tecnologia, que estimula a criatividade de seus alunos e busca constantemente soluções inovadoras para o cotidiano de pessoas e empresas. Motivo de orgulho por oferecer cursos que estão entre os melhores do continente, além de ser o lugar de origem de diversas empresas atualmente bem sucedidas, que começaram como startups no Centro (confira uma lista de prêmios e distinções aqui). Atualmente, o Centro dispõe de mais de 20 laboratórios aos quais alunos, professores, funcionários e pesquisadores possuem acesso 24h por dia, todos os dias da semana.

Você Sabia? O grupo de pesquisas em Inteligência Artificial do CIn UFPE é o mais antigo grupo de estudos sobre o assunto no país, formado no fim da década de 1970, pelo professor Clylton Galamba (atualmente aposentado). Clylton foi responsável por orientar a professora Teresa Ludermir, que anos mais tarde tornou-se a primeira pesquisadora em Inteligência Artificial do Brasil, e atua até hoje como docente do Centro. De acordo com um levantamento feito pelo Portal Pesquisa, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) ocupa a 3ª posição do ranking de instituições de ensino superior do país com o maior número de publicações científicas em Inteligência Artificial (IA). Com 394 artigos publicados, a UFPE está atrás apenas da Unicamp, com 395, e da Universidade de São Paulo (USP), com 860 publicações.

| Instituto de Pesquisa em Direito e Tecnologia (IP.rec)

O IP.rec – Instituto de Pesquisa em Direito e Tecnologia do Recife é um centro independente de pesquisa e atuação política focado nos impactos sociais, éticos e jurídicos relativos ao desenvolvimento tecnológico. O trabalho do Instituto teve início em 2017 e, desde então, sua equipe atua na elaboração de estudos científicos, análises de caso, campanhas, eventos e ações que contribuam para a construção de conhecimento e de senso crítico sobre o funcionamento das redes digitais.

Em 2019, o Instituto realizou uma contribuição à chamada pública para sugestões sobre o relatório do Painel de Alto Nível sobre Cooperação Digital da ONU e ainda enviou uma representação feminina local para o Fórum da Internet no Brasil.

:: Minicurso da Escola de Governança da Internet – EGI Recife/IP.rec (Foto: Redes Sociais)

| Associações

  • Softex

O SOFTEXRECIFE - Centro de Excelência em Tecnologia de Software do Recife, é uma associação de empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), sem fins lucrativos criada em 8 de novembro de 1994, foi o sexto núcleo criado no país. Em 2006 foi reconhecida como OSCIP - Organização da Sociedade Civil de Interesse Público nos níveis municipal, estadual e federal, com registro junto ao CATI - Conselho de Atividades de Tecnologia da Informação do Ministério da Ciência e Tecnologia. A iniciativa tem como missão incrementar o sistema de negócios de TIC em PE, promovendo a integração, capacitação e certificação empresarial, apoiando a inserção competitiva das empresas no mercado para aumentar os seus resultados.

  • Assespro 

A Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação é uma entidade sem fins lucrativos criada com o intuito de representar de forma distinta e empreendedora, empresas privadas nacionais produtoras e desenvolvedoras de software, produtos e serviços de tecnologia da informação, telecomunicações e internet. Fundada em 1976, a Assespro é a mais antiga entidade empresarial do Setor. Sua representação regional, a Assespro-PE/PB conta com mais de 100 empresas associadas.

  • Manguez.al 

Manguez.al é uma comunidade de startups do Recife para apoiar práticas colaborativas e aprendizagem de tecnologia, design e empreendedorismo em todo o ecossistema de inicialização. Ela promove anualmente a Mangue.bit, Conferência Nordestina de Startups e Empreendedorismo, como objetivo proporcionar um ambiente atrativo com conteúdo de alto impacto, conexões, negócios e sinergia com os melhores agentes do ecossistema brasileiro mostrando ainda o a região tem de melhor na área. A iniciativa também mapeia o universo local, tendo encontrado mais de 300 projetos em seu último levantamento.

| Encontro PUG

Evento periódico realizado pelo Grupo de Usuários de Python de Pernambuco (PUG-PE), e que já faz parte do calendário de eventos sobre tecnologia em Pernambuco, com mais de 60 edições, trazendo aos profissionais, entusiastas e acadêmicos palestras, práticas e discussões sobre a plataforma Python e suas aplicações em diversos nichos como web, sistemas embarcados, computação científica, etc. Lançada no começo dos anos 1990, a linguagem tem ganhado crescente notoriedade nos últimos anos, tornando-se uma das mais populares entre programadores e analistas de dados, principalmente pela sua funcionalidade com processamento, big data e inteligência artificial.

 Leia um artigo curto e didático e fique por dentro: “Por que o Python é a Linguagem mais adotada na área de Data Science ?

□ Foco no
Potencial Delas

Sempre quando falamos de grandes contribuintes da informática logo nos vem a mente pessoas como Bill Gates, Steve Jobs, Mark Zuckerberg. Mas poucos lembram de personalidades como a Condessa de Lovelace, sendo ela considerada a mãe da programação, quando criou o primeiro algoritmo durante o seu trabalho no projeto de Babbage – ou ainda a austríaca naturalizada norte-americana Hedy Lammar, responsável pela invenção de uma tecnologia utilizada durante a Segunda Guerra que permitia controlar torpedos à distância.

O primeiro algoritmo permitia à máquina calcular funções matemáticas e assim, tornou-se uma eterna marca na história. Já com base na invenção do dispositivo de  Hedy (também uma famosa atriz hollywoodiana) foram desenvolvidas tecnologias como Bluetooth e Wi-Fi. Criações inspiradoras para nos lembrar a importância das mulheres para a tecnologia - ora, o primeiro algoritmo foi criado por uma mulherA internet, e todo sistema de comunicação online, não seriam como são sem a grande contribuição das mulheres no desenvolvimento das tecnologias. As empresas percebem que contar com equipe diversificada aumenta a qualidade do serviço e possibilita o desenvolvimento de novas ideias e atualmente, grandes empresas de tecnologia contam com mulheres nos cargos de comando, como Susan Wojcicki, CEO do YouTube, Ginni Rometty, CEO da IBM, e Marissa Mayer, que foi CEO do Yahoo!. 

A programação e a tecnologia em geral, trata de conseguir identificar um problema e resolvê-lo. Tudo isso tem consequências reais para o futuro da sociedade e da tecnologia. Como os dispositivos e programas podem ser criados para todos, se não todos, estão envolvidos em sua produção? Um dos muitos pontos fortes das mulheres, por exemplo, é sua percepção de enxergar sutilezas que agregam muito na tomada de decisões e na resolução de problemas. Estimular uma maior inserção de mulheres neste campo pode ser um combustível para o aceleramento de soluções.

Para chegar à meta de 20 mil colaboradores em seis anos, o Porto Digital está mirando numa parcela da sociedade que historicamente vem sendo afastada da área de Tecnologia, mas que tem potencial para ser pelo menos 50% do mercado: as mulheres. Levantamento do movimento Mulheres em TI no Recife mostra que há menos de 150 mulheres em todo o setor na capital (confira um debate sobre o problema aqui). Em 2018, o Porto Digital lançou o programa MINAs: Mulheres em Inovação, Negócios e Artes. A iniciativa busca a promoção da equidade de gêneros a partir de uma série de ações com foco nas meninas e mulheres estudantes, profissionais e empreendedoras, tornando o ecossistema do parque mais feminino.

No Brasil, a Instituição PrograMaria faz um inspirador trabalho de empoderamento feminino e incentivo ao ingresso de mulheres no mundo da tecnologia. Com o lema “Aprenda a programar e transforme o mundo”, promove conteúdo na internet, eventos e cursos, além de dar visibilidade às conquistas e contribuições das mulheres na evolução tecnológica do mundo. E em Recife, quase dez iniciativas buscam criar ecossistemas de trocas de conhecimento e oportunidades especiais para o público feminino – descrevemos aqui algumas delas (mas, outras podem ser acompanhadas através das redes sociais, mencionadas ao fim da página).

| Grupo Cintia – UFPE

Cintia é o grupo de mulheres do CIn-UFPE, criado com o objetivo de ser uma rede de apoio entre todas as mulheres que fazem parte do Centro de Informática. Além disso, tem o objetivo de incentivar a participação feminina nas áreas da ciência, tecnologia e computação, promovendo ações para conquistar mais mulheres a ingressarem nestas áreas e disponibilizando o acompanhamento e amadrinhamento para incentivar as mulheres que já estão inseridas nesse universo: a grande meta é promover a igualdade de gênero na área de atuação do grupo.

 Com 1 ano de atuação completados em agosto de 2019, o grupo lançou um podcast quinzenal de discussão e divulgação científica com foco em mulheres e tecnologia. 

| PyLadies

O PyLadies é uma comunidade mundial que foi trazida ao Brasil com o propósito de ajudar mais e mais mulheres a se tornarem participantes ativas e líderes na comunidade open source Python. Em PE, também há um grupo do movimento.

| Women In Data Science (WIDS Recife)

Women in Data Science é uma conferência anual organizada pela Universidade de Stanford. O objetivo do evento é inspirar e educar cientistas de dados pelo mundo independente do gênero, além de dar suporte às mulheres que trabalham ou que querem ingressar na área. Criado como um capítulo regional do Global WiDS, o Women in Data Science Recife tem como objetivo de dar visibilidade a experiências profissionais e pesquisas de mulheres cientistas de dados locais através de uma conferência gratuita anual, cuja programação é composta apenas por palestrantes que se identificam com o gênero feminino. A 1. edição em 2017.

| Women Who Code Recife

 Women Who Code – Recife faz parte de uma organização global dedicada a educar e inspirar as mulheres a buscar e destacar em carreiras tecnológicas. Confira matéria sobre a importância da iniciativa aqui.

Acompanhe nas Redes Sociais

Para esta seção, os seguintes textos foram consultados:

Matéria "Estes 7 hubs tecnológicos em Pernambuco têm muito a ensinar sobre inovação", 18.01.20 - Tilt/UOL;

Matéria "Porto Digital | Pernambuco programando para o mundo", 14.04.19 - Canaltech;

"Why The World Needs More Women In Tech", 31.07.15 - Next Generation Recruitment;

Artigo "A importância das mulheres para a informática", 14.09.17 - Total Cross;

Artigo "A importância da mulher no meio tecnológico", 07.03.19 - CIO Magazine Brasil;

Artigo "A mulher no mundo da TI: desafios e oportunidades", 08.03.19 - Vertigo Tecnologia.

Créditos imagens: Campus Party Recife - Eudes Santana; Parceria Laboratório Mobilidade  - Beto Oliveira/Porto Digital e WIDS Recife.

 
 
 
 
 
 

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