Cidades Inteligentes

Dados abertos fazem parte da transformação dos centros urbanos nas cidades inteligentes

Abrir dados públicos é capacitar os cidadãos a participar ativamente da construção de cidades melhores, permitindo a busca por soluções para todos os tipos de problemas. A maneira com que as cidades irão superar suas falhas, a partir da participação dos cidadãos, é o que fará delas cidades inteligentes. 

Atualmente 55% da população mundial vive em áreas urbanas e a expectativa é de que esta proporção aumente para 70% até 2050, segundo a ONU. Nesse contexto, as cidades inteligentes representam um esforço real para promover a qualidade de vida nos centros urbanos e prover um futuro melhor aos seus cidadãos.  De olho nisso, os investimentos em cidades inteligentes já movimentam um mercado global de soluções tecnológicas, que pode chegar em 1,5 trilhão de dólares até 2020[2].

 

A maioria da população brasileira (e mundial) vive em áreas urbanas. O grande problema é que o processo de urbanização e sua velocidade não foram acompanhados pela oferta de serviços públicos de qualidade. Segundo o IBGE, três em cada quatro moradores de centros urbanos do país vivem em más condições de vida.

Cidades inteligentes são aquelas construídas com base nas novas tecnologias de conectividade, informação e comunicação. De modo geral, elas abrangem oito parâmetros: cidadão inteligente, governo e educação inteligentes, cuidados de saúde inteligentes, edifícios inteligentes, mobilidade inteligente, infraestrutura inteligente, tecnologia inteligente e energia inteligente, a fim de promover habitabilidade, eficiência e sustentabilidade.

É preciso que as cidades tornem-se não só mais inteligentes, como também mais eficientes – ainda assim, dos mais de cinco mil municípios brasileiros, apenas cerca de 5% possuem políticas de inovação e tecnologia. E para construir cidades inteligentes e resolver problemas urbanos, precisamos de dados.

Também conhecidas como Smart Cities, as cidades inteligentes utilizam a tecnologia e recursos digitais para melhorar o desempenho, reduzir custos e consumo de recursos e se envolverem de forma mais eficaz e ativa com seus cidadãos a fim de melhorar qualidade de vida da população. Uma cidade inteligente deve ser capaz de responder mais rapidamente aos problemas e desafios globais e ter uma relação com os habitantes, onde todos possam ser agentes transformadores, causando uma verdadeira revolução social através da informação.

As cidades inteligentes são, em suma, projetos nos quais o espaço urbano torna-se palco de experiências tecnológicas, cujo objetivo maior é criar opções de sustentabilidade, melhoria das condições de existência da população e a criação de uma economia criativa pela gestão baseada em análise de dados — através da Internet das Coisas (saiba mais sobre o assunto aqui e aqui) e do Big Data, por exemplo.  tem como pilar o aproveitamento das tecnologias para ajudar a solucionar os problemas dos grandes centros urbanos. De qualquer maneira - Existem muitas definições de cidade inteligente, mas nenhum consenso universal,  o conceito está em constante evolução. teorias servem apenas de base, mas são os dados e as informações que moverão o futuro.

Cabe destacar que essa transformação de uma cidade tradicional para uma ‘cidade inteligente’ não acontece por acontecer. O desafio das cidades inteligentes passa também pela criação de um ecossistema que priorize a excelência tecnológica e conhecimento para uso dos dados gerados na prestação de serviços e melhoria na vida do cidadão. O sucesso depende da qualidade de decisões tomadas (favorecendo convergência e valorização de excelência tecnológica, abertura de dados, descentralização de responsabilidades, por exemplo) e da maneira como essas decisões são implementadas. O que é necessário para ter sucesso? O que são “fazer e não fazer” e o que pode se aprender com cidades que já estão no caminho há mais tempo? Veja um relatório da experiência de consultoria da Deloitte à cidade de Amsterdam (capital da Holanda) e um portal com diversos outros conteúdos aqui.

A bagagem de Cingapura | Dr. Cheong Koon destaca como o Conselho de Habitação e Desenvolvimento da Cidade-Estado está usando a tecnologia para construir uma cidade sustentável e inteligente para um futuro melhor:

  • Smart Cities: conceito ou realidade! | Margarida Campolargo | TEDxGuimarães”. Margarida Campolargo trabalhou com planejamento urbano e vários projetos em Cidades Inteligentes. Atualmente é Chefe da Unidade de Cidades Inteligentes da Porto Digital (Câmara Municipal do Porto) e Representante da Open and Agile Smart Cities (OASC) em Portugal, professora no Instituto Universitário da Maia (ISMAI) e CEO da Pointify, 03.10.17.

□ Ranking Global

Atualmente, em todo o mundo, já existem diversas cidades que carregam o título de inteligente. O Ranking de Smart Cities 2019, montado pelo Future Today Institute (FTI), listou, em sua segunda edição, 50 de 100 cidades consideradas inteligentes por seus 16 indicadores de performance. Tópicos como tecnologias acessíveis a todos e abundância de conectividade 4G estão entre os principais itens.

| O Destaque da China

A China tem cerca de 500 projetos piloto de cidades inteligentes, o número é o mais alto do mundo, de acordo com Deloitte, empresa líder de auditoria e consultoria. Mais de mil projetos piloto de cidades inteligentes estão prontos ou em construção em todo o mundo, de acordo com relatório publicado pela empresa.

Tudo teve início quando a China começou a pilotar o desenvolvimento nacional de cidades inteligentes em 2012 para incentivar o uso da tecnologia mais recente, como a inteligência artificial e a Internet das Coisas, para ajudar o fluxo de tráfego, melhorar a aplicação da lei e tornar os edifícios públicos mais eficientes em termos energéticos. Shenzhen é um dos principais exemplos de cidades planejadas e inteligentes sendo desenvolvidas – confira uma reportagem especial sobre a cidade

| No Mundo

  • Barcelona

As ações da cidade de Barcelona estão recebendo atenção de renome mundial. O projeto Urban Lab está impulsionando a inovação urbana e agora reconhecido pela Fundação Bloomberg como um dos 20 melhores projetos do mundo. Barcelona é um bom exemplo do uso de tecnologia, tanto hardware como software. Em 2011, a cidade se focou em vários programas de intervenção, e um deles foi o mobiliário urbano inteligente, que implantou luminárias que ligam automaticamente quando detectam a presença de uma pessoa e desligam quando não detectam ninguém. Isso se traduz em uma poupança energética. Barcelona é um exemplo notório de arquitetura e design inovadores. Em 2008, a câmara municipal estabeleceu o Urban Lab, uma iniciativa de cidades inteligentes dentro do 22@Barcelona, um projeto de transformação urbana na área de El Poblenou. SMEs propõem ideias inovadoras e sustentáveis para melhorar a vida dos cidadãos locais, e o Urban Lab seleciona as mais promissoras, de iluminação inteligente a localização de vagas de estacionamento disponíveis, e elas são testadas nas ruas da cidade.

Chicago, por outro lado, está se focando no uso de análise de dados e software (de código aberto) para atacar seus problemas. Eles implantaram uma plataforma de análise de dados que permite analisar uma grande quantidade de dados que a cidade não tinha a capacidade anteriormente. Isso permitiu construir modelos para identificar padrões e gerar predições que ajudam a identificar soluções mais precisas. A plataforma foi construída de forma aberta. Um desses projetos foi a criação de um algoritmo que pode antecipar violações sanitárias críticas em restaurantes. Normalmente, o departamento de saúde pública encarregado de fazer a inspeção nos restaurantes fazia sem nenhum critério. Com o projeto, os inspetores conseguiram identificar os lugares com violações críticas com sete dias de antecedência. O modelo foi elaborado no software estatístico R e com código aberto.

  • Chicago

Saiba Mais

□ Rede Brasileira

Recife é palco de discussões sobre Smart Cities, e sediou em 2015, o 1º Encontro da Rede Brasileira de Cidades Inteligentes e Humanas, da qual Olinda e Garanhuns também fazem parte. A Rede foi criada em 2013, no âmbito da Frente Nacional de Prefeitos – que congrega as 350 maiores cidades brasileiras -, e reúne secretários e dirigentes municipais de ciência, tecnologia e inovação, bem como secretários municipais de desenvolvimento econômico. A fim de criar um conceito comum e com características brasileiras sobre o tema, reuniram também universidades e setores da iniciativa privada para a elaboração de um documento intitulado: “Brasil 2030: Cidades Inteligentes e Humanas”, que tem norteado ações em todo o País.

□ Soluções

A repórter Marília Parente, do Diário de Pernambuco, construiu um painel sobre inovações inteligentes que poderiam ser aplicadas ao Recife Antigo (sobrevoe os pontos em vermelho na imagem abaixo para conferir). Saiba mais na matéria “Como a tecnologia pode melhorar (e muito) o Recife”.

| Internet das Coisas (IoT)

Quando falamos de revolução tecnológica, a noção de Internet das Coisas, ou Internet of Things (IoT), é um dos assuntos principais. É um fenômeno atual, mas que continua a se desenvolver e vai desenhar nosso futuro de uma forma completamente inédita. Pense em computadores, tablets, smartphones e televisores, que transmitem sinais, um para o outro, por meio de um rede conectada. Pensou? Vamos agora ampliar essa lista. Imagine esses dispositivos conectados via internet com carros, geladeiras, micro-ondas, trens, aviões, entre outros milhares de artefatos. Tal rede utiliza inúmeros recursos tecnológicos como sensores e aparelhos de radiofrequência para que a conexão seja realizada. Em síntese, o que descrevemos acima é a prática da Internet das Coisas: promover a conexão via internet de “coisas”. Ou seja, a união via internet de tudo que é passível de conexão. Um dos maiores exemplos de transformação digital nos últimos anos é o aumento do uso de Internet das Coisas nas residências e nas relações de trabalho.

A Internet das coisas surgiu em consequência dos avanços de várias áreas – como sistemas embarcadosmicroeletrônica, comunicação e sensoriamento. De fato, a IoT tem recebido bastante atenção tanto da academia quanto da indústria, devido ao seu potencial de uso nas mais diversas áreas das atividades humanas.

A ideia da IoT nos primórdios é a da conexão da internet em objetos físicos, sobretudo sensores. Uma das histórias mais recorrentes sobre o nascimento de IoT é o da conexão de uma torradeira com um computador. Ao longo dos anos seguintes, a ideia de conectar o mundo físico com o virtual da internet não foi alterada. Na realidade, o campo de práticas de IoT foi diversificado e conta hoje com testes aprofundados. Desse modo, atualmente, o campo de aplicabilidade e de uso de IoT é muito amplo.

Já é possível ver aplicações práticas da internet das coisas na organização do trânsito, na agilização de tratamentos médicos e também na preservação do meio ambiente, sempre condicionada à capacidade humana de analisar os dados que os dispositivos conectados geram. Recentemente, o Fórum Econômico Mundial listou seis áreas nas quais nas quais a IoT já faz toda a diferença: cidades mais inteligentes, limpeza do ar e da água, agricultura mais eficiente, menos desperdício de comida, conectar pacientes e médicos, combater o câncer de mama.

Arduino e a Internet das coisas | Criado em 2005, o Arduino é uma plataforma aberta (open-source)  baseada em hardwares e softwares fáceis de usar. É destinada a quem se interessa em criar objetos ou ambientes interativos. O Arduino consegue apurar qual é o estado do ambiente circundante mediante a recepção de sinais de sensores e controlar luzes, motores e outros dispositivos. Pode também interagir com objetos do cotidiano ou com atividades rotineiras de cada um de nós, assim como abrir uma porta com um simples toque na tela de um celular e até mesmo permitir o comando de um chuveiro, com a opção entre água fria ou quente.

Laboratório de Objetos Urbanos Conectados em Recife | O Laboratório de Objetos Urbanos Conectados (L.O.U.Co) foi criado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação, o Porto Digital, e a Fundação de Amparo a Ciência e Tecnologia de Pernambuco (Facepe). O ambiente, instalado no Portomídia, em Recife, é voltado para a criação de protótipos e o teste de produtos e serviços em Internet das Coisas (IoT), com foco no bem estar das cidades e na geração de novos negócios inovadores – financiado pela Facepe, é um espaço de fabricação digital com máquinas que permitirão aos usuários do laboratório desenvolvimento de iniciativas de alta complexidade.

| Inteligência Artificial

(Robôs e o Machine Learning)

Os robôs (bots) podem contribuir de diversas maneiras para a construção de smart cities. Eles possibilitam a criação de serviços inteligentes e eficientes para a população, com o monitoramento de dados sobre transportes, controle sobre o uso de serviços públicos e acompanhamento em tempo real das câmeras de segurança dos municípios: seu uso já é realidade em Pernambuco, com iniciativas pioneiras no Ministério Público Estadual para atendimento de Ouvidoria e plataforma de processosno âmbito do TJPE para acelerar os processos de execução fiscal (possibilitando maior recuperação de créditos públicos) e até por entidades de fiscalização cidadã, como a Associação de Ciclistas da Região Metropolitana (para conseguir diagnosticar com dados a realidade de ciclistas da capital) e Cidadão Fiscal, para identificar temas dos projetos de lei dos deputados estaduais.

Justiça Eleitoral | O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) irá adotar a IA em diversas frentes: desde o atendimento ao eleitor, passando pela prestação de contas dos políticos, até auxiliar os magistrados na coleta de informações sobre processos semelhantes.

TRE-PE vai implementar iniciativas usando inteligência artificial”. Jornal do Commercio, 28.07.19.

Controle Social | A Associação de Ciclistas da Região Metropolitana do Recife (Ameciclo) desenvolveu um robô, o Bicibot, para coletar dados sobre locais onde há maior perigo nas vias para ciclistas, sobre invasão e falta de manutenção em ciclovias e ciclofaixas, além de proporcionar um canal para fazer denúncias. As informações ajudam a compreender os problemas e cobrar mudanças.

Saúde | “Solução de inteligência artificial para área de saúde: Neurotech e PickCells se juntam para oferecer sistema que garante maior agilidade para os médicos nos diagnósticos de imagem”. Diário de Pernambuco, 06.01.2019;

Modelos de Cidades no Mundo | “Como os bots contribuem com cidades inteligentes?”, Blog Cedro Tecnologies, 02.07.18;

Mobilidade | “Cidades inteligentes: dados e tecnologia a favor da mobilidade”. Blog Global Trends – Whow! Festival, 24.07.19 ; Metrô SP | “CPTM e Metrô de SP começam projeto-piloto para pagamento de tarifa com QR Code”. G1, 03.09.19;

Robótica na Rede de Ensino Público do Recife | “Robôs de última geração chegam a escolas públicas do Recife e estimulam alunos”. G1, 13.03.19.

Dados Abertos | O acesso aos dados geralmente é restrito, forçando empresas e outras organizações a criar sistemas de IA com dados limitados. Isso leva a menos, menos eficazes, sistemas de IA mais tendenciosos e inovação sufocada. O ODI foi cofundado em 2012 pelo inventor da web Sir Tim Berners-Lee e pelo especialista em Inteligência Artificial Sir Nigel Shadbolt para defender o uso inovador de dados abertos para afetar mudanças positivas em todo o mundo. Confira um Painel especial da ODI sobre o assunto:

| Aplicativos

A tecnologia a serviço da população já é uma realidade na gestão pública das cidades pernambucanas. Na saúde, aplicativos lançados em Jaboatão e Ipojuca facilitam o acompanhamento de consultas na rede municipal - pacientes que instalarem o aplicativo não precisam mais ir até as unidades de saúde para fazer o agendamento. Já em educação, aplicativo de frequência escolar ajuda os pais a terem controle sobre a presença e resultados dos filhos matriculados na rede ipojucana, enquanto em Jaboatão, pais de 5 escolas recebem por celular aviso sobre a assiduidade por meio de uma tecnologia de reconhecimento facial.

Transporte Público | Enfrentar o trânsito todos os dias requer um certo preparo. Estamos sujeitos a atrasos e imprevistos em nossos trajetos. Pensando nisso, iniciativas como o aplicativo CittaMobi surgem para ajudar o cidadão em sua jornada diária: com as previsões de horários em tempo real os passageiros podem saber a hora certa de ir ao ponto de ônibus. Isso evita longas esperas na rua, principalmente em horários não muito seguros. Ele contém ainda o BIG – Botão de Incidente Grave, que alerta as autoridades locais em caso de alguma situação de emergência ou violência no transporte público. Basta acessar o menu e reportar a ocorrência.

Criado em 2014 no Recife, o aplicativo está presente em 18 cidades pernambucanas – todas da RMR (com exceção de Fernando de Noronha) e os municípios de Caruaru, São Caetano, Garanhuns, Petrolina, além de diversos no país. Em 2019, passou a auxiliar a procura de empregos próximos aos seus usuários.

Zona Azul – PCR | Em Recife, condutores comprarão os bilhetes para estacionamento em um aplicativo de celular, via cartão de crédito ou débito, ou em pontos de revendas existentes na cidade. O talão em papel não será mais utilizado na capital pernambucana. O serviço implantado em julho de 2019 oferece, entre outras vantagens, a autonomia para o usuário ativar a própria vaga e, também, para monitorar o tempo de permanência do veículo, já que o aplicativo enviará uma notificação quando o prazo estiver terminando.

□ Instituições e Iniciativas de Fomento

| CIn UFPE

O grupo de pesquisas em Inteligência Artificial do CIn UFPE é o mais antigo grupo de estudos sobre o assunto no país, formado no fim da década de 1970, pelo professor Clylton Galamba (atualmente aposentado). Clylton foi responsável por orientar a professora Teresa Ludermir, que anos mais tarde tornou-se a primeira pesquisadora em Inteligência Artificial do Brasil, e atua até hoje como docente do Centro. De acordo com um levantamento feito pelo Portal Pesquisa, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) ocupa a 3ª posição do ranking de instituições de ensino superior do país com o maior número de publicações científicas em Inteligência Artificial (IA). Com 394 artigos publicados, a UFPE está atrás apenas da Unicamp, com 395, e da Universidade de São Paulo (USP), com 860 publicações.

| Grupo de Pesquisa Acadêmica da UPE

Em Pernambuco, o Programa de Smart Cities da Faculdade de Ciências da Administração e Direito da Universidade de Pernambuco (FCAP/UPE), criado em 2015 e coordenado pela professora Amália Câmara, realiza workshops e desenvolve pesquisas especiais sobre a temática. No final de 2018, promoveram o Hackaton Cidades Inteligentes. As atividades do grupo de extensão podem ser acompanhadas em perfil no Instagram.

| Festivais Gov In Play (2018 – )

Gov Jam

Gov In Play é um encontro dentro do Festival REC'n'Play para discutir a inovação no setor público e entender os atuais caminhos que estão sendo traçados, os desafios e a construção de políticas de inovação aberta na busca pela excelência na entrega de serviços digitais, na desburocratização, e na ampliação do alcance das políticas públicas. Organizado pela EMPREL (Empresa Municipal de Informática do Recife) e ATI (Agência Estadual de Tecnologia da Informação do Estado de Pernambuco) o evento teve sua segunda edição em 2019, conta com duas trilhas especiais de debates - uma delas cidades inteligentes - e foi pensado para funcionar de forma colaborativa, envolvendo vários órgãos públicos e iniciativas da sociedade civil.

Além do Gov In Play, Recife conta com edições locais do Global GovJam. Este evento é uma maratona de 48h, onde os participantes usam conhecimento e criatividade para encontrar soluções inovadores para os problemas enfrentados pelo setor público. O Global GovJam acontece todos os anos em mais de 30 cidades ao redor do mundo. É uma iniciativa sem fins lucrativos, criada em 2012 pela agência de service design sediada na Alemanha, WorkPlayExperience e organizado localmente por entidades independentes e voluntárias. No Recife, o evento é organizado por servidores de órgãos públicos federais, estaduais e municipais.